terça-feira, 4 de agosto de 2015

Verde do meu sol

para lembrar do primeiro amor
para iluminar o meu céu
para compreender em prosa
que meus sonhos são teus


terça-feira, 12 de maio de 2015

*



Soy el que mira al cielo a la tierra.
Sou a que registra a imensidão e acolhe.
Soy el universo.
Sou o multiverso.
El que baja hasta la orilla del lago.
O que mergulha na fluidez da alma
Y enciende las hierbas secas
E queimam os símbolos da madeira

La explicación es uma bajeza
A contradição de uma união
El esclarecimiento la humillación
A dúvida do amor
Porque el aire es como los otros
Por que a metáfora somos nós em poesia
La memoria del hombre, en sí misma
As palavras sempre acesas

Soy el que escucha a los árboles
Sou a própria sinfonia
Y sus cabellos de inmenso día.
E suas variações em melodia
El que brota en el silencio de la superfície
O silêncio da escuridão dos sonhos
Y deja firme su idea.
E revivo o onírico

Estoy hecho de palabras; soy el que canta.
Ressignifiquei a metafísica, sou o que delira
Estoy hecho de materia; soy el que inventa.
Construi a fórmula da alquimia errada
No siento temor por la verdad:
Perdi todos os julgamentos
Soy el que vive, soy el poeta.
Sou o que vive, a outra poeta.


Flora Dutra
Juan Arabia


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Alguém que nunca foi ninguém

Uma lembrança volta ao teu nome
Ao teu nome volta você
Você que nunca conheci, que nunca adormeci e que nunca acordei

Só por lembrar de ti sei de mim que nunca esqueci
Só um beijo e parti
Você vai e vem como um nome e só
Nessa vida amarga e sem gosto nunca te provei, ai de mim pensar!
Você de outro alguém e eu de outro alguém

E quando formos só alma ei de te achar na curva na Via Láctea
Assim, com poucas pistas deste mundo vou estar a tua espera inesperada até o fim do mundo
Sempre amor em frames, editado
Não te busco como sonho calado, só revelado!

domingo, 23 de novembro de 2014

SOCIEDADE DE ESQUINA

Do original Street Corner Society (1943). Pesquisa de quatro anos em North End.
William Foote Whyte pode-se dizer que foi um reformista social e decidiu pesquisar um bairro degradante de Boston, escolhendo North End, bairro pobre de população de imigrantes italianos e ítalo-americanos que denominou ao longo de sua obra de Corneville, palco de conflitos entre gangues “raciais”, especialmente italianos e irlandeses.

 Sociedade de Esquina é referência para estudos urbanos entre as décadas de 30 e 40. Ligada aos avanços de modernização dos grandes centros, Foote Whyte preocupa-se em saber mais sobre o impacto destas transformações em Corneville.

Whyte sofreu pressão de teóricos da escola de Chicago, como Louis Wirth, para incorporar em sua pesquisa conceitos como desorganização social. Ao contrário de desorganização social, Whyte achou uma comunidade hierarquizada com padrões de comportamento  e valores que não coincidiam com os das classes médias americanas.

Whyte morou três anos em North End e participou ativamente da vida das gangues e dos clubes culturais juvenis.

Entrada no campo – sua entrada no campo teve ajuda dos assistentes sociais de Corneville e que o puserem em contato com Doc, seu principal informante, e líder dos Norton, uma gangue de esquina onde se encontravam para conversar, marcar atividades ou passar o tempo.

Whyte privilegia o indivíduo-sociedade, estabelece como primeiras tarefas a hierarquização da microesfera e macroesfera. A ideia de hierarquia ocupava um papel central na obra de Whyte, sendo a base social de Corneville. Tal entendimento só foi possível mediante a observação do cotidiano.