Entre Bourdieu, Derrida e Deleuze eu quase esqueço que te amo.
Estudando a metodologia padrão da economia neoclássica quase te perco.
E nem essa comunicação representativa representa o quanto eu te quero.
Nem todo poder simbólico mostraria o tamanho do meu amor.
E todas as revistas científicas falam do ethos, da práxis e lembro sempre da tua particularidade e singularidade.
Songs.
À luz de um hábito e costume te escuto cantar.
Na nota de rodapé te faço meu conceito.
Seu papel fundamental é me mostrar que a razão existe abaixo do amor.
E no esquema de classes neomarxistas de Erik Wright aumento o volume pra te fazer absoluto.
Mesmo te vendo na plataforma midiática sinto coração acelerar.
E todo marca-texto que eu tinha não coloriu mais.
Meus olhos se fecharam para o sentido de localização de classe,
para a estrutura das relações sociais, para os mecanismos de exploração
e só ficou o teu som.
quarta-feira, 14 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Segredos mentirosos
Eu tenho segredos mentirosos
Eu minto escancarada pra minha alma, de boca aberta
Me mato aos poucos
Esses segredos mentirosos nunca foram verdadeiros
e minha verdade se perdeu, calou
Sim, sou censurada, quase estuprada em apontamentos
Quase morta em desnível
Quase espancada em minha verdade
Então minto
E guardo as melhores mentiras para meus segredos
Que são só meus, minhas mentiras verdadeiras e escondidas
Sou minha Senhora
E canto lálálálá ou Uhuhuhuhuhu
enquanto guardo mais um segredo no meio das minhas pernas
Mentira ou verdade?
Segredo ou não?
Pura ou puta?
Santa ou infame?
Vai saber... nem sei dizer
Mentira, verdade
Maldade, vaidade
Dos meus segredos cuido eu
E pra você deixo a mentira, a vergonha, a estupidez
De me dizer mais uma vez que eu não sou boa o suficiente
Que não sou teu coeficiente
Ingênua? Aqui jaz a pureza.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Me alimenta
Quero te devorar como chocolate
Te beber como coca-cola
Te comer como almoço
E te jantar como caviar
Ainda quero te amar e chorar
Te lamber como picolé
Te chupar como sacolé
E te abraçar como urso polar
Quero te pintar como Monet
Te rabiscar como um corselet
Te roubar como um ladrão
E te pedir perdão na minha cruz
Na ressaca só quero tua água
Na embriaguez só quero teu prazer
Na vida só quero teu amor
Na loucura só quero ser tua cura
Então me pega
Me come
Me lambe
Me chupa
E me digere.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Sem nome
Ainda reviro o que me revira
E quase não posso te ver mais
E por esse quase que é inevitável
Quase me deito e deleito no teu deleite
E mesmo quando vira o que estava revirado
A grade de programação não me dá teu endereço
E eu perco o preço da tua volta
Da minha ida
E nas tuas falas perco a minha
E ainda criança reviro a areia
E desenho teu nome antes da onda chegar
E quase não posso te ver mais
E por esse quase que é inevitável
Quase me deito e deleito no teu deleite
E mesmo quando vira o que estava revirado
A grade de programação não me dá teu endereço
E eu perco o preço da tua volta
Da minha ida
E nas tuas falas perco a minha
E ainda criança reviro a areia
E desenho teu nome antes da onda chegar
domingo, 15 de janeiro de 2012
2012
Ontem revi meus erros aqui
E eles são muitos
Peço desculpas por não ser perfeita
Não saber tudo
Não ser da turma que é 'cool'
Eu sou apenas eu
E sem mim, me perco
Me engano
Me esqueço
Esqueço de escrever certo
De falar bonito
De ser o que você tanto queria
Eu sinto muito
Se a flor secou
Se o perfume se foi com o vento
Apenas Flora aqui, e com muitos erros
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Natal (2)
Eu te renego e te escravizo
Te consumo e te desprezo
Você me corrompe e me tortura
Me engana e me entorpece
Eu te evito e te quero
Você me rejeita e me toma
Eu te como
Você me bebe
Eu te fascino
Você me conquista
Eu tô sempre na tua
Você nunca tá na minha
Eu pego carona
Você dá volta de carro
Você me embriaga e me abandona
Eu transo com o inimigo
Nem sei se te quero mais
Bêbada, tanto faz.
Te consumo e te desprezo
Você me corrompe e me tortura
Me engana e me entorpece
Eu te evito e te quero
Você me rejeita e me toma
Eu te como
Você me bebe
Eu te fascino
Você me conquista
Eu tô sempre na tua
Você nunca tá na minha
Eu pego carona
Você dá volta de carro
Você me embriaga e me abandona
Eu transo com o inimigo
Nem sei se te quero mais
Bêbada, tanto faz.
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