Uma lembrança volta ao teu nome
Ao teu nome volta você
Você que nunca conheci, que nunca adormeci e que nunca acordei
Só por lembrar de ti sei de mim que nunca esqueci
Só um beijo e parti
Você vai e vem como um nome e só
Nessa vida amarga e sem gosto nunca te provei, ai de mim pensar!
Você de outro alguém e eu de outro alguém
E quando formos só alma ei de te achar na curva na Via Láctea
Assim, com poucas pistas deste mundo vou estar a tua espera inesperada até o fim do mundo
Sempre amor em frames, editado
Não te busco como sonho calado, só revelado!
sexta-feira, 17 de abril de 2015
sábado, 21 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
domingo, 23 de novembro de 2014
SOCIEDADE DE ESQUINA
Do original Street Corner Society (1943). Pesquisa
de quatro anos em North End.
William Foote Whyte pode-se
dizer que foi um reformista social e decidiu pesquisar um bairro degradante de
Boston, escolhendo North End, bairro pobre de população de imigrantes italianos
e ítalo-americanos que denominou ao longo de sua obra de Corneville, palco de
conflitos entre gangues “raciais”, especialmente italianos e irlandeses.
Sociedade de Esquina é referência para estudos
urbanos entre as décadas de 30 e 40. Ligada aos avanços de modernização dos
grandes centros, Foote Whyte preocupa-se em saber mais sobre o impacto destas
transformações em Corneville.
Whyte sofreu pressão de
teóricos da escola de Chicago, como Louis Wirth, para incorporar em sua
pesquisa conceitos como desorganização social. Ao contrário de desorganização
social, Whyte achou uma comunidade hierarquizada com padrões de
comportamento e valores que não
coincidiam com os das classes médias americanas.
Whyte morou três anos em North
End e participou ativamente da vida das gangues e dos clubes culturais juvenis.
Entrada no campo – sua entrada
no campo teve ajuda dos assistentes sociais de Corneville e que o puserem em
contato com Doc, seu principal informante, e líder dos Norton, uma gangue de
esquina onde se encontravam para conversar, marcar atividades ou passar o
tempo.
Whyte privilegia o indivíduo-sociedade,
estabelece como primeiras tarefas a hierarquização da microesfera e macroesfera.
A ideia de hierarquia ocupava um papel central na obra de Whyte, sendo a base
social de Corneville. Tal entendimento só foi possível mediante a observação do
cotidiano.
ARGONAUTAS DO PACÍFICO OCIDENTAL
Bronislaw Malinowski foi um
antropólogo inovador para seu tempo e um dos fundadores da antropologia social,
trazendo outras formas de entender “o outro”. Foi fundador da escola
funcionalista e deve seu funcionalismo a influência das obras de Durkheim. A partir
de 1915, Malinowski decide se instalar na Nova Guiné para estudar os nativos. A
obra do antropólogo relata sua experiência entre os nativos das ilhas Trobriand
e o Kula, uma prática intertribal de comércio e troca de mercadorias. Os estudos
de Malinowski não são limitados apenas em relatar e descrever o Kula, mas traz
uma nova abordagem etnográfica moderna e inaugura a observação participante.
O FUNCIONALISMO: o conceito de função aparece como instrumento que
permite reconstruir os dados aparentemente caóticos que se oferecem à
observação de um pesquisador de outra cultura.
OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE: Malinowski passou a conviver com os
nativos permanentemente na aldeia aprendendo a língua nativa. Instaurou a
observação direta que só é possível através da convivência diária, da capacidade
de entender o que está sendo dito e de participar de conversas e acontecimentos
na vida da aldeia. O fundamento dessa técnica reside num processo de “aculturação”
do observador que assimila categorias inconscientes que ordem o universo
culturalmente investigado. Dessa maneira, atinge-se intuitivamente a realidade
por meio de sua vivência da situação da pesquisa.
O trabalho etnográfico só terá
valor científico irrefutável se nos permitir distinguir claramente os
resultados da observação direta, das declarações e interpretações nativas
através das inferências do autor, buscadas no seu próprio bom senso e intuição
psicológica.
A melhor solução para os
problemas era coletar dados concretos e assim fazer um recenseamento da aldeia:
genealogias, desenhos, etc.
3 princípios metodológicos:
1. O
pesquisador deve possuir dados genuinamente científicos e conhecer os valores e
critérios da etnografia moderna.
2. O
pesquisador deve assegurar boas condições de trabalho, o que significa viver
com o grupo.
3. Aplicar
certos métodos especiais de coleta, manipulação e registro de evidência.
O etnógrafo deve apresentar a
anatomia da cultura e a constituição social, deste material deve cobrir o maior
número de fatos sendo uma das principais fases da pesquisa.
QUADRO SINÓTICO -
deverá constar tudo o que fazem na comunidade, presentes, adereços, incluindo
sua definição econômica, sociológica e cultural. Além dos quadros sinóticos são
documentos fundamentais da pesquisa etnográfica: o recenseamento genealógico,
mapas, esquemas e diagramas ilustrando a posse de terra, o cultivo, os
privilégios da caça e pesca, etc.
MÉTODO DE
DOCUMENTAÇÃO POR ESTATÍSTICA DE EVIDÊNCIA CONCRETA – cada fenômeno deve ser
estudado com o maior número de exemplos possíveis e detalhado exaustivamente.
IMPONDERÁVEIS DA
VIDA REAL – série de fenômenos de suma importância, como: alimentação,
vestuário, conversas, conflitos, laços de amizade. Para registrar os aspectos imponderáveis
da vida real a subjetividade do observador interfere de modo marcante. Para isso,
o diário de campo é essencial. Também é possível participar das atividades do
grupo pesquisado.
O 18 BRUMÁRIO DE LUÍS BONAPARTE
A obra discorre sobre os
acontecimentos que ocorrem entre 1848 a 1851, na França, que levaram o golpe de
Estado de Luís Bonaparte, e se tornou Imperador.
Nesse trabalho são
desenvolvidas teses fundamentais do materialismo histórico:
- a teoria da luta de classes
e revolução proletária
- a Doutrina do Estado
- a ditadura do proletariado
O método adotado por Marx para interpretar e entender o
Estado francês é a análise histórico-sociológica do momento vivido. A análise
coloca no centro o conflito de classes. De um lado o Estado representado por
Luís Bonaparte que dá o golpe e conquista o poder sobre o povo e do outro lado a
burguesia que mantém seu poder sobre as demais classes.
Os camponeses e a
pequena burguesia se unem para reivindicar os problemas sociais considerados
utópicos e surge a Insurreição de Junho. A Insurreição de Junho foi a primeira
grande guerra civil da Europa entre o proletariado e a burguesia. Mais de 15
mil insurretos foram deportados sem julgamentos e mais de 3 mil foram mortos. Depois
deste episódio o proletariado saiu da cena revolucionária.
Nesse meio tempo os camponeses aderiram a Luís Bonaparte.
Esta obra busca entender os conflitos, interesses de
classe, as disputas entre partidos, personalidades burguesas e o proletariado. Destaca-se o plano simbólico para o desenrolar
de fenômenos sociais e em específicos os processos de dominação.
O mais interessante é que Marx
propõe uma análise classista da política, mas não reducionista. Esta aparece em
quatro momentos distintos da obra.
1. Grupos políticos sem base produtiva:
são advogados, escritores, fiscais que não constituem classe social na acepção
marxista.
2. A representação simbólica da classe:
segundo Marx, os republicanos não eram burgueses por causa do vínculo
econômico, mas sim porque partilhava uma visão de mundo comum, uma ideologia.
3. A autonomia do Estado e sua função de
classe: para Marx as revoluções aperfeiçoavam a máquina do Estado em vez de
destruí-la. O estado cumpre a função objetiva de garantir a ordem material da
sociedade.
4. A dialética das formas políticas: as
classes aparecem como atores que agem racionalmente. São as classes que buscam
adaptar-se as condições políticas.
TRÊS MANEIRAS DE
OPERACIONALIZAR A ANÁLISE DE CLASSE.
1. A
representação objetiva de classe que se faz por meio de um Estado autônomo.
2. A
representação simbólica de classe que é portadora dos interesses de classe.
3. A
representação subjetiva de classe indicando os atores na cena política.
Em 18 Brumário Marx seguiu
duas formas de operacionalizar a classe como ator político através da
representação simbólica e subjetiva.
A OBJETIVIDADE DO CONHECIMENTO NAS CIÊNCIAS SOCIAIS
Weber parte de três questões fundamentais
para a prática científica
1. A
distinção entre juízo de valor e realidade empírica
2. A
crítica às ideias das “leis” e “conexão regular”
3. O
significado da validade objetiva ou do “tipo ideal”
A DISTINÇÃO ENTRE JUIZO DE VALOR E REALIDADE
EMPÍRICA
Primeiro passo para uma
investigação cientifica é o afastamento dos juízos de valor, o que para
Durkheim seriam as pré-noções. Isso não quer dizer uma postura indiferente ao
mundo. Juízos de valor para Weber são opiniões pessoais, são impressões da realidade
e nada tem de objetividade. Há uma preocupação em Weber em declarar o juízo de
valor no campo das crenças, sem validade objetiva. Pois para ele é dever da ciência
esclarecer os caminhos que foram percorridos até chegar ao resultado obtido. O juízo de valor tenta, às vezes, esconder
elementos que são incômodos, o que Carl Sagan chama de pseudociência. Um juízo de
valor se situa no plano da emoção para com a realidade, é um mecanismo
opinativo.
O saber científico metódico,
sistemático opera na busca de ver a realidade como ela é. O saber objetivo
opera com pressupostos reconhecidos por toda a comunidade acadêmica.
CRÍTICA AOS MODELOS DE LEIS E CONEXÃO REGULAR
Ao comprar objeto e método das ciências
sociais e naturais da natureza encontramos leis de determinadas relações
casuais. Para Weber, os problemas culturais que regem a humanidade nascem a
cada instante sob um aspecto diferente e variável. Não há como pensar em
determinações já que os cursos e as ações são improváveis. A única lei que
podemos formular é que não há lei. Weber assinala que o cientista social
trabalha com padrões de regularidade e não com leis.
O SIGNIFICADO DA VALIDADE OBJETIVA OU DO TIPO
IDEAL
Weber é enfático ao discorrer
que não há uma total objetividade da vida cultural que possa ser empregada
através da análise científica, sempre há o elemento da parcialidade nas análises
sociais. Então qual é a lógica que se fundamenta e se estrutura nossa ciência? A
resposta de Weber se fundamenta na construção do tipo ideal como recurso
metodológico capaz de se esquivar dos juízos de valor e da subjetividade. O tipo
ideal é um conceito racional construído através das ideias, com a finalidade de
comparar a realidade. A finalidade do
conceito de tipo ideal é tomar consciência não do que é genérico, pelo
contrario, mas das especificidades dos fenômenos culturais.
A POLÍTICA COMO VOCAÇÃO
A política como vocação foi uma
palestra proferida pelo sociólogo alemão Max Weber aos estudantes da
Universidade de Munique em 1919 e publicado em outubro do mesmo ano. Neste ensaio
Weber funda a definição do Estado que se tornou clássica para o pensamento
Ocidental, atribuindo-lhe o monopólio de violência.
A política como profissão se
tornou clássica dentro da ciência política.
O Estado como detentor do monopólio
de violência: Weber entende como política qualquer tipo de liderança
independente de sua ação. Por ser um tema de grande abrangência dentro das
ciências humanas o autor delimitou o uso do termo ao tipo de liderança exercida
pelos sindicatos, associações políticas e pelo Estado. ELE RECONHECE QUE O MEIO
DA FORÇA É UM MEIO ESPECÍFICO DO ESTADO.
Para Weber, o Estado é uma comunidade
humana, que pretende com êxito o monopólio do uso da força física dentro de um
determinado território. Assume-se como a única fonte do direito do usufruto da
violência.
Para Weber, existem três formas
de legitimação de dominação, são elas:
1. Dominação tradicional: os dominados são
dependentes do senhor e ganham cargos ou privilégios feitos por ele.
2. Dominação carismática: os dominados obedecem em
razão das qualidades excepcionais do dominador, as quais lhe conferem poder de
comando.
3. Dominação racional-legal: baseia-se em um estatuto,
que pode criar ou modificar normas. A autoridade do dominante decorre do ato
normativo.
Viver DA e PARA a política.
Weber discorre sobre a formação
do Estado Moderno e a criação de uma figura peculiar, o político profissional. Ele
diferencia dois tipos de políticos, os que vivem da política e os que vivem
para a política.
POLÍTICOS QUE VIVEM DA POLÍTICA:
é aquele que não possui recursos materiais para a sua subsistência. Sua atuação
política se confunde com ideais, luta de classes e um meio para conseguir
renda.
POLÍTICOS QUE VIVEM PARA POLÍTICA:
representa o tipo ideal, pois sua independência financeira é também uma independência
dos objetivos da vida pública.
ATRIBUTOS DE UM POLÍTICO
VOCACIONADO – a raiz da vocação está intimamente ligada a forma de dominação
carismática. A este tipo de dominação que Weber discorre no texto. Os homens
não obedecem ao líder carismático por normas ou leis, simplesmente porque
acreditam nele. Há 3 qualidades que fazem o político vocacionado.
PAIXÃO: dedicação apaixonado a uma causa.
SENSO DE RESPONSABILIDADE: como guia de ação.
SENSO DE PROPORÇÃO: analisar os problemas com seriedade e
calma.
REFLEXÕES SOBRE O HOMO SOCIOLOGICUS
Elisa Reis tenta fazer um diálogo
entre as obras de Durkheim e Weber. Esse diálogo é quase inexistente dentro das
ciências sociais embora os esforços para uma multidisciplinaridade estejam em
voga. As abstrações do humano são estudas, segundo a autora, em fatias: na
psicologia, na antropologia, na sociologia, etc. Ainda assim, no final deste
milênio ganharam uma revalorização o ensaísmo e o generalismo, entrando solo
fértil na tradição bacharelesca intelectual. As ciências sociais dizem respeito
ao mundo da cultura e estarão eternamente condenadas a perpétua “imaturidade”.
A autora questiona quem seria o
sujeito contemplado pela sociologia. Dahrendorf em 1973 tentou uma solução um
tanto frustrante, fragmentando o homos sociologicus no interior da própria
sociologia. Assim, o humano seria um apanhado de representações, sem face.
A abstração típica da sociologia
fica a cargo do homem durkeimiano e do homem weberiano. A lógica econômica que
perpassa a razão dos diversos homines tipificados pelas ciências sociais se
comporta de forma análoga ao homo economicus.
O economicismo impregna todo o
nosso raciocínio e impõe a abstração do homo economicus como referencial para
as mais diversas disciplinas. Podemos citar como exemplo os estudos de Mary
Douglas e Baron Isherwood sobre o consumo e sua crítica ferrenha ao
utilitarismo na célebre obra “O Mundo dos Bens: para uma antropologia do
consumo”.
HOMEM SOCIOLÓGICO DE DURKHEIM
– é um ator que se conformaria às determinações do
social.
- ao se focalizar exclusivamente no impacto das condições
sociais sobre os indivíduos ele se esquece de focalizar as maneiras como os indivíduos
interpretam, assimilam e respondem às condições sociais.
- Durkheim se
recusa a aceitar as premissas individualistas, pois ele identifica o individuo
no âmbito coletivo.
- é a sociedade que cria os indivíduos
- minha própria interpretação nesta prova seria um fato
social e deveria ser tratado como uma coisa produzida pela sociedade.
HOMEM SOCIOLÓGICO DE WEBER
- o homem social é dotado de comportamento significativo
- o homem social é dividido em fatias analíticas:
religião, economia, política, etc e a questão disciplinar é apenas um recurso
estratégico da atividade científica.
- o modelo weberiano, como de Durkheim, critica o homo
economicus.
- para Weber o próprio homem é responsabilizado perante a
história de seus atos.
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